segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Bienal


Fui à XV Bienal do Livro no último domingo e me surpreendi. Encontrei poucas propostas que realmente fizessem o visitante acreditar que valeria a pena encarar o trânsito do Rio de Janeiro, a longa fila e as caminhadas. Fora o preço da alimentação em seu interior: quatro reais por uma garrafa d’água é um absurdo - “mais caro que no deserto”, nas palavras de um comentarista do facebook.

Acredito que, mesmo com o grande sucesso do evento em 2011 - 670 mil pessoas em 11 dias, segundo o site oficial -, os organizadores do evento e grande parte de seus expositores não animaram as pessoas a comprarem seus livros nos estandes ao invés de comprarem, por exemplo, pela internet. Faltou um pouco mais de interatividade, além de mais presenças físicas de autores, discussões, entre outras coisas.

Ir à Bienal deveria ser como ir a um cinema, guardadas as devidas proporções. Vamos ao cinema pelo programa, pela qualidade, pelo lançamento e, porque não, pelos efeitos em 3D de alguns filmes. Vamos ao cinema, mesmo podendo baixar o filme pela internet, ou esperar mais um pouco para alugá-lo na locadora ou assisti-lo pela TV a cabo. Saí da Bienal com a sensação de que poderia encontrar os mesmo três míseros livros que comprei por preços até mais acessíveis pela internet, ou baixá-los clandestina e gratuitamente no 4-shared.

Aos que foram, ao menos espero que tenham aproveitado o programa. Aos organizadores, esperamos um pouco mais de novidades daqui a dois anos, caso contrário, o evento pode definhar como um sistema de telegramas.

sábado, 9 de outubro de 2010

Pausa para o café


Tive que parar um pouquinho. Estava entregue à monografia, mas chega uma hora que o cérebro para de funcionar e pede uma pausa. A luta não é contra minhas limitações ou a dificuldade do trabalho, mas sim contra o tempo. O tempo é implacável e a gente morre um pouco a cada dia. Minha meta já foi otimizar meu tempo ao máximo, agora é saber equilibrar minhas ações no tempo. Nem me entregar de corpo e alma, nem me omitir, e tentar adiantar o que der.

Hora de ligar a televisão, escrever alguma coisa no blog e ver os tweets. Na TV, Roberto Justus cantando Girl From Ipanema, Doctor Ray fazendo propaganda de algum gel milagroso, Lula pedindo voto para a Dilma. Ok, melhor voltar à monografia!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Laranjadas

Weslian Roriz se candidatou ao governo do Distrito Federal no lugar de seu marido, Joaquim Roriz, que está inelegível. Uma vergonhosa prática de candidatura "laranja". Ora, mas a mulher pode ser uma candidata competente e independente...

... ou não!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Referências


Existem pessoas que parecem gostar mesmo é de ser do contra. Estou vendo uma certa campanha anti-Dilma na internet. Ok! Mas a favor de Serra? O que garante que Serra seja melhor para o Brasil que a Dilma, ou o contrário?! O problema é que não temos referências. Estamos aprendendo a votar, sem experiências passadas expressivas. A partir de 1964 e a ditadura militar, o brasileiro "desaprendeu" a votar (se é que já aprendeu algum dia). Ao fim da ditadura tivemos a possibilidade de votar em nossos presidentes: votamos no ex-operário, no sociólogo poliglota, no Collor (sem comentários) sucedido pelo seu vice Itamar Franco, tivemos o Sarney (sem comentários de novo), e só. O norte-americano pode dizer que é republicano ou democrata, afinal, cada partido tem uma história longa e características bem definidas. No Brasil temos o PMDB, o PT (a "esquerda"), o PSDB, o PV e tantos partidos amorfos que fica difícil dizer quem é quem no jogo político.

domingo, 3 de outubro de 2010

É o Fim!


Acordei cedo, tomei um banho quente e providências: tirar a quantidade de lixo que quase não me permitia sair para comprar o pão. Panfletos de candidatos entupindo a calçada e um adesivo colado no meu portão (isso é um abuso maior ainda). Fui, debaixo de chuva, exercer minha obrigaç.... opa, digo, o meu DIREITO (obrigatório) de cidadão, que seja, votar nos deputados, governador, senador e em um dos dois candidatos que a televisão mandou que eu votasse para presidente. Só de ruim votei no candidato que tinha um por cento do ibope.

O Ficha Limpa parece ter servido apenas para que estrangeiros noticiassem em seus países como a eleição no Brasil está avançada, com sua urna eletrônica, idoneidade dos candidatos, uma democracia para inglês ver. O candidato ao governo do Distrito Federal estava inelegível e fez o quê? Ora, lançou a mulher no lugar dele! No jornal noticiaram como "candidato laranja". Na moda (que já está passando) das mulheres frutas, Joaquim Roriz lança a MULHER LARANJA!

domingo, 25 de abril de 2010

People are strange



O blog sofreu modificações. Os motivos são simples: não quero escrever só sobre História. "Nas Correntes da História" me limitava a escrever sobre esta área - que gosto profundamente -, mas outros assuntos me motivam. O nome do blog foi uma sugestão da minha noiva. Ela sabe que eu gosto de The Doors e dessa música, e a idéia
simplesmente "casou"! Quero escrever sobre situações, curiosidades, História, sociedade, cultura geral, política (na medida de minha compreensão), e tudo mais que me ocorrer. Afinal, este blog é um espaço meu. Único!

Não se fala de política, futebol, música, História, ou qualquer coisa relacionada à cultura e sociedade sem que se fale de pessoas! Então escrevo sobre pessoas. Em massa ou individualmente; sob máscaras ou desmascaradas; modernas ou antigas; eu ou você. Procuro entender as pessoas, e sou tolerante quando não concordo com elas. Tolerância é fundamental. Afinal, pessoas são estranhas.



People Are Strange

People are strange, when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked, when you're unwanted
Streets are uneven, when you're down

When you're strange, faces come out of the rain
When you're strange, no one remembers your name
When you're strange, when you're strange, when you're strange

People are strange, when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked, when you're unwanted
Streets are uneven, when you're down

When you're strange, faces come out of the rain
When you're strange, no one remembers your name
When you're strange, when you're strange, when you're strange

People are strange, when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked, when you're unwanted
Streets are uneven, when you're down

When you're strange, faces come out of the rain
When you're strange, no one remembers your name
When you're strange, when you're strange, when you're strange

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Nacionalismo

Aspectos gerais acerca da cultura, economia e história da China vieram me cativando ao longo desses quase três anos de graduação em História, porém, hoje me aventuro no entendimento conceitual e histórico da questão do nacionalismo. Através de sugestão de meu mestre sino-tupiniquim me debruço neste mundo indefinido que é a compreensão do nacionalismo (no sentido moderno do termo). Em uma das minhas visitas quase diárias ao Orkut, pensei em ver possíveis comunidades que tratassem do assunto, mas percebi que as principais comunidades que possuíam a palavra “nacionalismo” se intitulavam algo semelhante à “o povo brasileiro precisa ser mais nacionalista” ou “nacionalismo brasileiro” e coisas assim. Perdi logo o interesse de procurar mais. Trabalhos imprescindíveis na pesquisa acerca do nacionalismo, como “Comunidades Imaginadas” de Benedict Anderson não recebem ainda importância nessa zona de livre expressão que é o orkut. A exemplo de Laurentino Gomes que na introdução de seu livro “1808” menciona ter pesquisado sobre o tema do seu trabalho até mesmo na Wikipedia, eu também queria ver que informações proveitosas poderiam ser tiradas dessas ferramentas populares de informação. Só encontrei uma comunidade sobre o livro de Anderson – que tinha um só membro, obviamente, seu criador. Nova empreitada, novos desafios e muita leitura – obviamente – estão à minha espera!

Lixo

Certo dia, eu conversava com uma amiga no ônibus para a faculdade, e entre um ou outro assunto que englobava religião, política e desigualdade social, ela me perguntou por que os países ricos da Europa – principalmente os nórdicos – eram, além de ricos, limpos e degradavam pouco o meio-ambiente. Ela disse que esses países eram verdadeiros exemplos a serem seguidos, por nós brasileiros, e encerrou dizendo: será que um dia aprenderemos o que fazer com nosso lixo, assim como os países desenvolvidos? Respondi que muitas das fábricas que poluem já não estão mais na Europa. A África e principalmente a Ásia hoje se encarregam em dar a seus trabalhadores e a população em geral o ar poluído e pesado. E, além disso, o lixo hospitalar, eletrônico e tóxico muitas vezes é lançado em países pobres - já acostumados ao lixo europeu (e depois global). Muitas crianças africanas recebem presentes todos os anos, como monitores velhos e agulhas infectadas para que possam brincar e ajudar na renda de suas famílias. Assisti no telejornal, hoje mesmo, que os contêineres ingleses entupidos de lixo que foram gentilmente mandados para um porto brasileiro serão devolvidos à Inglaterra. Provavelmente um país menos afortunado que o Brasil receberá a carga especial. Fico pensando também nos países da América Latina, que a partir da Modernidade tiveram suas matas devastadas, seus nativos ceifados e seus minerais valiosos transportados para a Europa. O que recebemos hoje para compensar os índios mortos, o metal fundido, e as matas devastadas? Ora, lixo! Como disse Eduardo Galeano: “o ouro se transforma em sucata, e os alimentos se convertem em veneno”.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Outra janela. O que fazer?

Bem, mais um caso daqueles que chocam o país. Este das meninas seqüestradas me chocou também. Uma jovem com uma longa vida pela frente, morre por culpa de um louco “apaixonado” e de uma polícia deficiente ao extremo. Um grupo de elite nacional que comete tantos erros e ainda nos obriga a ouvir de um de seus oficiais que “este erro nos fará aprender e errar menos da próxima vez”. To aborrecido mesmo. Como se fosse com um ente conhecido. Não é como um assassinato em que sabemos da notícia depois que aconteceu. Estava-mos lá, através da TV acompanhando o caso. Torcendo pela vitória dos mocinhos, mas infelizmente a vida não é Hollywood. Infelizmente os humanos cometem erros grosseiros. E no Brasil, principalmente, pessoas desequilibradas ganham condições para cometerem seus crimes. E agora? A menina morreu e o assassino terá centenas de direitos humanos, civis, constitucionais. O único a sair ileso entre os envolvidos. Está numa cela vazia. Sozinho para não correr riscos de sofrer agressão.

Aprendi desde criança que devemos esperar a justiça divina; que o ódio e o sentimento de vingança não devem existir entre as pessoas. Como muitas das contradições do cristianismo, esta é uma idéia que está distante do real sentimento das pessoas num caso como este. “Ele” ficará vinte ou trinta anos na cadeia, ou menos, pois provavelmente terá bom comportamento. Será solto e terá dezenas de leis que o tornará tão apto a trabalhar quanto eu ou você que está lendo este texto. Ficará se alimentando com nosso dinheiro e viverá vegetando e pensando na vida, sem gerar recursos para o estado. Estará mais seguro que nós. Pena de morte? No Brasil não dá! Morreriam muitos ladrões de galinha, enquanto ricos que roubam milhões de famílias carentes e assassinos ricos seriam soltos, como de fato são.

O que fazer? Não arriscarei nenhum palpite num caso como este. Afinal, se muitos estudam por toda vida para tentar responder estas questões, não será um jovem imaturo que responderá. Mas não custa deixar uns conselhos: ame as pessoas que estão ao seu lado, as que você conhece, e as que você não conhece; vote em pessoas comprometidas com um funcionamento justo da administração pública; cobre bons serviços dos funcionários públicos, inclusive a polícia, os bombeiros e todos que trabalham com salários pagos por nós; não deixe as questões públicas de lado; faça aquelas pequenas boas ações que fazem as pessoas sorrirem; não deixe seus problemas atrapalharem seu relacionamento com os outros; não seja leviano com o sentimento alheio; não fique de braços cruzados. Faça sua parte! Estou tentando fazer a minha. Sabe, isso não trará de volta a vida dessa menina e não evitará que outros assassinos apareçam, mas certamente será um passo importante para que o mundo se torne um lugar melhor. Onde as pessoas sofram menos e sintam-se mais seguras em seus lares do que um assassino em sua cela.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Novos rumos

Os Estados Unidos experimentam um sabor amargo nos últimos anos. Recessão econômica, desemprego, insegurança, e agora, um desconcertante segundo lugar nas Olimpíadas. As redes de TV norte-americanas até mudaram os critérios de exibição das medalhas, priorizando a quantidade total, e não os ouros. De uma forma ou de outra, admitem os “segundos lugares”. Não se admire se nos próximos filmes de ação os mocinhos americanos tenham que enfrentar os chineses.

Os norte-americanos experimentam a possibilidade de colocarem na presidência um jovem de nome muçulmano. Barack Obama poderá marcar um recomeço. Quem diria! É evidente o descontentamento dos cidadãos americanos com os gigantescos gastos do atual governo com a guerra, e as vidas perdidas em campo de batalha têm contribuído para essa atitude radical de um povo normalmente conservador. Não nos escapa ainda o fato do Barack Obama ser negro. Não é como no Brasil, que a miscigenação não diferencia um branco de um negro nas políticas de cotas. Nos EUA as delimitações raciais são muito mais evidentes. E a tolerância muito menor.

A opinião pública americana já não liga tanto para a captura de Osama Bin Laden. O cidadão americano quer de volta seu poder de compra e a sensação de segurança. Mudar pode ser a solução para a terra do Tio Sam, mas estejamos certos de que qualquer erro do Obama não será perdoado. As exigências serão imensuráveis.

A gravidez da filha da vice de McCain não caiu bem para os Republicanos. Sarah Palin, com sua imagem conservadora, teve que explicar o “descuido” de sua filha de 17 anos aos seus eleitores. Ponto para Obama. Na verdade, parece que tudo está conspirando para a presidência de um jovem negro americano, como parecia prever a série 24 Horas. Lembrei agora da Teoria das Elites, da Teoria da Conspiração, Teoria do Caos... hum, acabei de ter uma idéia para um novo texto.