Fui à XV Bienal do Livro no último
domingo e me surpreendi. Encontrei poucas propostas que realmente fizessem o
visitante acreditar que valeria a pena encarar o trânsito do Rio de Janeiro, a
longa fila e as caminhadas. Fora o preço da alimentação em seu interior: quatro
reais por uma garrafa d’água é um absurdo - “mais caro que no deserto”, nas
palavras de um comentarista do facebook.
Acredito que, mesmo com o grande
sucesso do evento em 2011 - 670 mil pessoas em 11 dias, segundo o site oficial
-, os organizadores do evento e grande parte de seus expositores não animaram
as pessoas a comprarem seus livros nos estandes ao invés de comprarem, por
exemplo, pela internet. Faltou um pouco mais de interatividade, além de mais
presenças físicas de autores, discussões, entre outras coisas.
Ir à Bienal deveria ser como ir a
um cinema, guardadas as devidas proporções. Vamos ao cinema pelo programa, pela
qualidade, pelo lançamento e, porque não, pelos efeitos em 3D de alguns filmes.
Vamos ao cinema, mesmo podendo baixar o filme pela internet, ou esperar mais um
pouco para alugá-lo na locadora ou assisti-lo pela TV a cabo. Saí da Bienal com
a sensação de que poderia encontrar os mesmo três míseros livros que comprei
por preços até mais acessíveis pela internet, ou baixá-los clandestina e
gratuitamente no 4-shared.
Aos que foram, ao menos espero
que tenham aproveitado o programa. Aos organizadores, esperamos um pouco mais
de novidades daqui a dois anos, caso contrário, o evento pode definhar como um
sistema de telegramas.









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